O que é Automação Industrial?

Neste artigo, vamos nos empenhar para resumir uma dos questionamentos mais recorrentes que temos aqui no site. Vou tentar oferecer aos nossos leitores, principalmente aos mais leigos, uma visão resumida sobre a dúvida: O que é automação industrial? Afinal, o que é automação industrial? Para entender o que é automação industrial, vamos primeiramente voltar aos anos 50. Foi nessa época, também conhecida como anos dourados, que o termo automação começou a se popularizar. Assim, descrevia-se a movimentação automática de materiais. Vale a pena destacar que desde a segunda metade do século XVIII o homem já estava tentando avançar no campo da automação quando o sistema de produção agrário e artesanal da Inglaterra transformava-se em industrial. De volta ao século XXI, se você refletir por um instante, poderá notar o quanto a automação faz parte do nosso dia-a-dia: começando ainda pelo momento em que acordamos com o nosso despertador (rádio-relógio, smartphone, TV, etc.), já programado para ser ativado em um horário pré-determinado. Não raro, esses sistemas estão interligados a diversos outros processos e redes de automação maiores, projetados e mantidos por técnicos em automação industrial e engenheiros. Para ficar mais claro, pense no funcionamento de um metrô. Trazendo para a nossa realidade, o sistema de metrô – a grosso modo – é um conjunto de vagões que devem parar em locais pré-determinados ao longo de um circuito fechado. Entretanto, os próprios vagões possuem seus sistemas de automação. Alguns exemplos são: Fechar as portas Aumentar gradativamente a velocidade a medida que se afastar da estação Anunciar o nome da próxima estação através do sistema de áudio Diminuir gradativamente a velocidade ao se aproximar da próxima estação Parar na estação Aguardar um determinado intervalo de tempo Repetir ciclo E indo um pouco mais afundo, também vamos perceber que os aparelhos de ar-condicionado presentes dentro de cada vagão do metrô possuem suas próprias rotinas automatizadas. Como, por exemplo, ligar caso a temperatura esteja acima de 25° C. A história da Automação Industrial Desde a pré-história, o homem já tentava mecanizar suas atividades. Não é por acaso que a roda, moinhos movidos por vento ou força animal e rodas d’água foram inventados. Essas invenções demonstram as primeiras tentativas do homem de poupar esforço para realizar seu trabalho. A automação industrial começou a ganhar destaque na sociedade por volta da segunda metade do século XVIII, na Inglaterra. Foi nessa época que os sistemas de produção artesanal e agrário começaram a se transformar em industrial e foram desenvolvidos os primeiros dispositivos simples e semiautomáticos. Entretanto, somente no início do século XX que os sistemas se tornaram inteiramente automáticos. A necessidade de aumento na produção e produtividade fez com que houvesse diversas séries de inovações tecnológicas neste sentido: Máquinas com capacidade de produzir com maior rapidez e precisão, comparado com o trabalho feito à mão A utilização do vapor como fonte de energia, em substituição à energia muscular (manual) e hidráulica Foi aproximadamente no ano de 1788 que James Watt criou o que pode ser considerado um dos primeiros sistemas de controle com realimentação. Tratava-se de um dispositivo de regulava o fluxo de vapor em máquinas. Por volta de 1870, a energia elétrica começou a ser introduzida. Inicialmente, estimulou indústrias como a do aço, química e de máquinas-ferramenta. A diferença entre automação e mecanização Um ponto que vale destacar é a diferença entre a automação e a mecanização. Mesmo que em um primeiro instante estas duas palavras possam dar a impressão de ter um significado semelhante, seus conceitos são completamente diferentes. A automação industrial permite realizarmos algum trabalho através de máquinas controladas automaticamente. Já a mecanização simplesmente se limita ao emprego de máquinas para executar alguma tarefa, substituindo o esforço físico. Também já publicamos aqui um artigo explicando a diferença entre automação e instrumentação. A utilização de computadores na Automação Industrial No século XX, os computadores, servomecanismos e controladores programáveis passaram a fazer parte da tecnologia da automação. Hoje, os computadores podem ser considerados a principal base da automação industrial contemporânea. A partir desde momento, podemos começar a considerar que o desenvolvimento da tecnologia da automação industrial está diretamente ligada com a evolução dos computadores de um modo geral. Além disso, as redes industriais surgiram quando houve a necessidade de comunicação entre equipamentos e sistemas distintos. Já em 1948, John T. Parsons criou um método que consistia no uso de cartões perfurados com informações que serviam para controlar movimentos de uma máquina-ferramenta. Este método foi apresentado para a Força Aérea, que investiu em outros projetos do Laboratório de Servomecanismos do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT). Após alguns anos, isto acabou culminando em um protótipo de fresadora com três eixos com servomecanismos de posição. A partir deste momento, várias empresas privadas que fabricavam máquinas-ferramentas começaram a desenvolver projetos particulares. Foi assim que surgiu o comando numérico. O MIT também desenvolveu a linguagem de programação APT (do inglês, Automatically Programmed Tools, ou “Ferramentas Programadas Automaticamente”) para ajudar na entrada de comandos de trajetórias de ferramentas na máquina. O primeiro robô industrial E finalmente em 1954 surgiram os primeiros robôs (do tcheco robota, que significa “escravo”) pelas mãos do americano George Devol, que alguns anos depois fundaria a fábrica de robôs Unimation. Inicialmente, eles substituíram a mão-de-obra no transporte de materiais perigosos, mas poucos anos depois, a GM instalou robôs em sua linha de produção para a soldagem de carrocerias. Os processos de automação industrial continuaram a evoluir até chegar nos dias atuais, onde temos diferentes níveis de controle de automação industrial, explicados através da pirâmide da automação industrial. Para você, o que é automação industrial? Encerramos aqui nosso artigo com uma breve introdução sobre o que é automação industrial. Vimos um pouco sobre o desenvolvimento da automação industrial ao longo da história e como a evolução dos computadores nas últimas décadas está diretamente relacionada com o aperfeiçoamento dos sistemas de automação industrial existentes hoje.
COMO APRIMORAR A GESTÃO DE ENERGIA NA MANUFATURA COM A ISO 50001

Os números registrados nos últimos anos sobre o consumo energético no setor industrial não são nada animadores. É o que revela uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), indicando que o segmento industrial é responsável por cerca de 41% do gasto de energia do país – representado por 573 mil unidades industriais. Outra análise, realizada pela Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (ABESCO), demonstrou que a manufatura é considerada o setor com o maior potencial para a geração de riqueza na economia, mas é também o que mais desperdiça energia a nível nacional. Esses dados comprovam que a indústria brasileira possui uma grande parcela de culpa em relação ao uso desproporcional de eletricidade que, além de causar sérios impactos ao meio ambiente, também atinge o orçamento de empresas e de toda a nação. O que mais desperdiça energia na indústria? Afinal, você sabe quais são os fatores que mais contribuem para o desperdício de energia na sua indústria? Ainda de acordo com a CNI, equipamentos como motores elétricos, refrigeração, ar comprimido e iluminação podem ser responsáveis por mais de 50% de todo o desperdício energético da companhia. Confira abaixo outras fontes prejudiciais para o consumo de energia na indústria: Transformadores; Fornos elétricos e estufas; Sistemas de ar condicionado e ventilação; Sistema de ar comprimido; Sistema de refrigeração; Sistema de bombeamento de água; Elevadores e escadas rolantes. Com a finalidade de melhorar a eficiência de equipamentos e, ao mesmo tempo, preservar recursos naturais e reduzir custos financeiros, foi criada uma norma para aprimorar a gestão energética nas organizações. Descubra no próximo tópico como essa regulamentação pode beneficiar a sua fábrica. O que é a ISO 50001? Passou a vigorar, no dia 15 de junho de 2011, a norma que estabelece requisitos mínimos para o estabelecimento, implantação e manutenção de um Sistema de Gestão de Energia (SGE). A ISO 50001 é uma diretriz reconhecida internacionalmente e desenvolvida pela International Organization for Standardization (ISO). No Brasil, ela é intitulada como ABNT NBR ISO 50001 e está sob responsabilidade da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Essa norma é recomendada para todas as categorias e portes de empresa, independente do seu setor de atuação. No entanto, ela é mais aplicada em companhias que possuem um consumo energético alto, como é o caso da indústria. Ela foi baseada em princípios comuns a outras normas ISO, como a 9001 (Sistema de Gestão de Qualidade) e a 14001 (Sistema de Gestão Ambiental). 3 passos para obter a certificação Para receber o selo ISO 50001, a empresa deve passar por três etapas importantes: 1 – Primeiramente, a empresa precisa ter em mãos o arquivo que compila todas as normas a serem empregadas dentro da organização. Ele pode ser adquirido através do site oficial da ABNT. 2 – É necessário analisar quais os setores, ou mesmo se toda a empresa, são passíveis de receber o selo. A partir da definição, adequam-se os processos aos requisitos presentes na ISO. 3 – O último passo é contratar um órgão certificador independente (sem qualquer vínculo com a empresa) para constatar se a companhia realmente está em conformidade com os princípios estabelecidos na norma. Quais são as vantagens? Após certificada, a empresa deve traçar estratégias para melhorar continuamente o seu Sistema de Gestão de Energia, com o objetivo de se manter com o selo e aperfeiçoar continuamente suas práticas de eficiência energética. A equipe da empresa TECNICON, que desenvolve soluções em sistemas gerenciais, listou uma série de benefícios que a sua organização pode ter com a implementação da norma: Atitudes preventivas no gerenciamento de riscos; Redução na emissão de gases poluentes; Melhora na utilização de equipamentos e instalações elétricas; Crescimento da produtividade – sem afetar a segurança; Redução do consumo energético; Monitoramento constante do uso de energia; Adoção de novas tecnologias de eficiência energética; Conscientização dos colaboradores; Aumenta o desempenho global da companhia; Maior transparência na gestão dos recursos; Integração com outros sistemas de gestão; Reduz despesas com eletricidade; Demonstra mais credibilidade aos clientes e parceiros; E muito mais. Como melhorar a eficiência energética do setor? Agora que você já conhece a norma para aperfeiçoar a gestão energética, bem como os benefícios obtidos através dela, ficou bem mais fácil implementar medidas para a redução de energia na sua companhia. O segmento industrial é o que mais necessita de recursos energéticos para os processos produtivos e, portanto, deve adotar práticas voltadas à otimização em diversos departamentos. Veja agora algumas estratégias para a redução de desperdícios na manufatura: Iluminação – Muitos não acreditam, mas o gasto com iluminação é muito alto em grandes empresas. O uso de lâmpadas corretas pode amenizar esse problema, deixando o ambiente mais iluminado e seguro para os colaboradores. Recomenda-se O maior aproveitamento da luz natural, apagar as luzes em dependências vazias, utilização de circuitos independentes, instalação de sensores de presença, sistema de gerenciamento do consumo de energia por controle digital, dar preferência a luminárias fluorescentes ou LED (com o Selo Procel), pintar as paredes com cores claras (para refletir melhor a claridade). Instalações elétricas – As instalações elétricas industriais devem passar por manutenções contínuas, tendo em vista a grande carga de energia depositada nelas diariamente. Recomenda-se a manutenção de todos os elementos que compõem a instalação elétrica (transformadores, postes de recepção, fusíveis, disjuntores, tomadas, interruptores), verificar a potência da instalação, substituir transformadores e fiações antigas. Máquinas e equipamentos – O chão de fábrica de qualquer empresa de manufatura é composto por diversas máquinas de alta tensão que ficam ligadas 24h por dia e aumentam drasticamente o gasto de energia. Sugere-se o desligamento em períodos ociosos, realizar inspeções periódicas, trocá-los por modelos atualizados com melhor eficiência energética, substituir regularmente as peças, analisar a lubrificação, monitorar vibração e temperatura. Sistemas de ar comprimido – Os compressores de ar são equipamentos muito utilizados no setor industrial e têm por objetivo captar o ar presente no ambiente, armazenando-o sob alta pressão e transformando-o em ar comprimido. Eles servem para analisar os níveis terminais de pressão, vazão e
DESENVOLVIMENTO DE NOVOS PRODUTOS: COMO FAZER?

Imagine o seguinte cenário do desenvolvimento de produto: Há três empresas. A primeira já estabelecida no mercado, acredita que possui a confiança necessária do seu público-alvo e por isso não precisa inovar e desenvolver novos produtos. A segunda é uma empresa relativamente nova, ainda não estabelecida no mercado, que desenvolveu um produto inovador e melhor. A terceira é uma empresa mais nova ainda, que precisa desenvolver um produto para conseguir se adentrar no mercado. Neste cenário, é visível que o mercado está se tornando cada vez mais competitivo, e com isso, todas essas empresas estão em uma mesma situação: Preciso inovar se não vou ficar para trás. O que eu faço? Por onde eu começo? Começando o desenvolvimento de produto A partir do momento que a empresa realiza esses questionamentos, é necessário que todas as áreas da empresa, marketing, financeiro, engenharia, estejam de acordo e em confluência de ideias para que haja uma viabilidade econômica e que o projeto alcance o sucesso. Como desenvolver um novo produto não é uma tarefa fácil, quando todos estão de acordo e se a sua empresa seguir as etapas abaixo da melhor maneira possível, esse caminho se tornará mais tranquilo. O resultado, por consequência, será com certeza excederá as expectativas e conquistará o público desejado. Etapas do Desenvolvimento de Produto Planejamento No momento em que todas as áreas estão discutindo se o projeto é viável ou não, é nesta hora que os riscos devem ser elencados e medidos, e todos os lucros devem ser considerados. Não tenha medo de ser redundante ou muito específico! A etapa de planejamento definirá o futuro de todos os processos e as medidas tomadas até a obtenção de um resultado de sucesso – ou não. Após todos os riscos e lucros do projeto serem considerados, é necessário montar a equipe que vai realizar o projeto, definindo as lideranças que vão guiar o processo. Essa equipe deve se reunir e ter um momento para gerar as ideias, ou mais conhecido no mundo corporativo, realizar um brainstorming. A equipe deve gerar o máximo de ideias possíveis, que devem ter como base as tendências do mercado, objetivos do negócio e público-alvo, sempre levando em consideração o consumidor, as tendências de vendas e ações da concorrência. Depois desse brainstorming, todas as ideias devem passar por um processo de seleção, eliminando as que não são viáveis economicamente e tecnicamente. As que cumprirem esses pré-requisitos avançam para a próxima etapa. Projeto e Prototipagem Com a ideia final aprovada, agora é o momento de estruturar o projeto e pensar no protótipo do produto desejado. Para essa etapa, primeiro é importante criar um modelo 3D a partir do desenho. Com os softwares atuais, essa etapa se torna bem mais tranquila e ainda proporciona outras vantagens além do visual, pois é possível simular como o produto reagiria sobre forças externas, apontando qual material deveria ser o mais indicado. A análise de qual material é mais indicado para o produto é imprescindível para que todo o projeto funcione. Esse processo é chamado de seleção de materiais, no qual se escolherá qual classe de material (metais, polímeros, cerâmicas ou compósitos cumprirá as principais exigências do produto (esforço mecânico, design, formato). É importante selecionar mais de uma opção de material para que o Financeiro consiga avaliar qual é mais viável financeiramente. Com o projeto pronto e o material selecionado, agora é hora de partir para o protótipo, que é uma prévia do produto final. Se foi investido grande parte do tempo nas partes de modelagem 3D e seleção de matérias, o protótipo, além de possuir todas as normas e especificações exigidas pelas agências de regulamentação, terá quase todas as características esperadas e serão precisos poucos ajustes para que se chegue no produto ideal. Essa etapa do desenvolvimento de produto é a mais definidora, pois é nesse momento que se terá mais gastos com toda parte de engenharia. Portanto, realizando todas as simulações e selecionando o melhor material, o protótipo será o mais parecido da realidade e precisará de menos modificações, logo, os gastos serão minimizados e a frustração será menor. Pesquisa de Mercado Essa etapa deve permear todo o processo de desenvolvimento de produto. Desde o momento de a empresa decidir entrar em um determinado mercado ou apenas analisar como está a amplitude e concorrência do que ela está inserida no momento. Quando se tem um protótipo pronto, chega o momento de realizar um teste preliminar para determinar se o produto será compreendido pelo público-alvo. Antes de ir para a pesquisa, é necessário realizar uma análise do mercado em potencial em conjunto com equipes de Marketing e de Relações Públicas, que devem ser as mais engajadas nesse momento, pois são elas que criarão a melhor estratégia para abordar o possível público-alvo. Essa pesquisa pode ser feita de várias maneiras diferentes, como: Enviando questionários de e-mail para sua base de clientes já cadastrada; Realizando entrevistas; Montando dinâmicas de grupos; Formulário nas redes sociais em grupos de interesse; Fornecendo amostras do produto em lugares estratégicos. Todos esses passos e tantos outros são essenciais nessa etapa do projeto, procurando o que se pode melhorar no produto, mas também são importantes posteriormente a etapa final, procurando um feedback dos clientes. Lançamento Depois que o protótipo passar por um primeiro teste de mercado, e tendo conhecimento sobre as reações possíveis dos clientes, é necessário realizar as últimas alterações para se chegar no produto final. Após isso, novamente junto com a equipe de Marketing, é hora de traçar um plano de como será realizada a divulgação. É importante ter atenção na produção do primeiro lote que sairá, tendo certeza de que tudo está como planejado e com 100% de qualidade. Ainda assim, é preciso considerar que a pesquisa de mercado foi feita com uma parcela que ainda não representa toda a sua base de clientes, então tenha a mente aberta a tudo que os consumidores disserem. Em especial, atente-se aos comentários negativos, já que eles funcionam como um diagnóstico do seu
OS EFEITOS DA INDÚSTRIA 4.0

O que é Indústria 4.0 A indústria 4.0 é a transformação que vem revolucionando a forma com que as empresas trabalham e distribuem seus produtos. Também chamada de 4ª revolução industrial, ela engloba um amplo sistema de tecnologias avançadas como inteligência artificial, robótica, internet das coisas e computação em nuvem que estão mudando as formas de produção e os modelos de negócios no Brasil e no mundo. Benefícios da Indústria 4.0 Os benefícios alcançados com a implantação da indústria 4.0 são muitos. O uso das tecnologias digitais na indústria permitiram aumentar em 22%, em média, a capacidade produtiva de micro, pequenas e médias empresas dos segmentos de alimentos e bebidas, metalmecânica, moveleiro, vestuário e calçados. Muitos ainda acreditam que falar de indústria 4.0 é falar de ferramentas complexas, extremamente caras, e que somente grandes empresas com atuação internacional têm acesso ao novo modo de produção. Como adaptar a Indústria 4.0 ao seu negócio São os pequenos processos que têm impacto significativo na produtividade, pois aumenta a eficiência do uso de recursos e no desenvolvimento de produtos em larga escala, além de propiciar a integração do Brasil em cadeias globais de valor. Além disso, implicará em transformações na gestão empresarial, principalmente em dois aspectos. O primeiro está relacionado à estratégia para implementar tecnologias, como a cooperação entre as áreas de tecnologia de informação (TI) e as de produção. Como escolher a melhor máquina no seu negócio Aqui na APLASTIK EMBALAGENS temos uma equipe especializada, pronta para te ajudar a achar a máquina ideal para seu negócio, seja ele de pequeno, médio e grande porte. Faça um orçamento conosco, sem compromisso e entre também na era da indústria 4. Fale com um de nossos especialistas.
Desperdício de Mercadoria = Novos Produtos

Prejudica o Meio Ambiente Junho é o mês do Meio Ambiente, por isso mais do que nunca o desperdício de alimentos gera todos os impactos ambientais da produção de alimentos (uso intensivo e poluição da terra e dos recursos hídricos, exacerbação da perda de biodiversidade, emissões de gases de efeito estufa) sem nenhum dos benefícios de alimentar as pessoas. Sabemos que atualmente desperdiçar é perder dinheiro e prejudicar o meio ambiente. Contamos com diversos tipos de embalagens industriais que garantem o bom manejo e durabilidade em qualquer produto que seja, mas, mesmo assim, podem ocorrer erros. O desperdício que iria ser jogado fora, pode se tornar um novo produto! Esses resíduos, dependendo do jeito da sua produção, podem ser perdidos. Pesquisadores descobriram uma forma de não jogar fora produtos descartados pela indústria de suco, por exemplo, e invés disso eles reaproveitam e criam cosméticos naturais. O maracujá é um excelente exemplo de propriedades antioxidantes perfeitos para cosméticos. Já parou para pensar que seu desperdício pode se tornar um novo produto para seus clientes? Fale com o nosso time temos a solução ideal para demanda! Até o próximo post.
Empregabilidade e mercado da indústria de bebidas no Brasil

Entenda as principais características de uma das maiores áreas da indústria nacional. Esse tipo de indústria engloba mais de 3 mil empresas que fabricam diversos produtos, incluindo água, sucos, cervejas e refrigerantes. Então, no artigo de hoje você irá conhecer mais sobre o setor e quais são os tipos de máquinas mais adequadas para atender as necessidades desta indústria. Conforme o Perfil Setorial da Indústria, plataforma da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o setor de bebidas faz parte da chamada indústria de transformação. No que lhe concerne, essa contribui com 55,4% do Produto Interno Bruto (PIB) da indústria brasileira. Segundo o mesmo Perfil Setorial, mais de 120 mil pessoas trabalham no setor de bebidas em nosso país. Um dado surpreendente e merece destaque é que devido ao tamanho do mercado consumidor, 99% das bebidas produzidas em solo nacional são voltadas para o consumo interno. Ampla variedade de bebidas comercializadas: A quantidade de produtos vendidos varia muito conforme a empresa, seja ela de pequeno, médio ou grande porte. A Kikkoman, por exemplo, concentra-se na fabricação de saquê (tradicional bebida alcoólica japonesa) e outros produtos fora da indústria de bebidas (como arroz e molhos). Inovações sustentáveis e tecnologias na indústria de bebidas: Assim como acontece com outras indústrias, as empresas de bebidas também precisam se reinventar, sempre apresentando novidades e demonstrando estar cada vez mais próximas de seu público consumidor. Um assunto que vem ganhando cada vez mais relevância todos os anos é a sustentabilidade, um exemplo de preocupação com o meio ambiente é o da Coca-Cola. Em setembro de 2021, a filial brasileira de uma das maiores corporações norte-americanas do mundo anunciou uma mudança importante: a água mineral Crystal tornou-se a primeira garrafa de água composta apenas por material PET-reciclável, dispensando por completo o uso de matéria-prima virgem. O objetivo é reduzir o nível de emissões de CO2 e o descarte incorreto de embalagens. A iniciativa faz parte de uma estratégia maior: até o ano de 2030, todas as embalagens da água Crystal serão corretamente destinadas, fazendo com que a operação não gere nenhum resíduo. Outro caso que pode ser considerado aqui é o da startup Zé Delivery, criada dentro da Ambev em 2016 pelo Fundo de Bebidas da ZX Ventures, hub de inovação e aceleração responsável por desenvolver soluções para consumidores. Trata-se de um aplicativo que, no começo, consistia na entrega de bebidas alcoólicas na casa do cliente, sempre pelo menor preço e com a garantia de estarem geladas. Atualmente, o Zé Delivery ampliou a gama de produtos ofertados para além das cervejas, tornando-se uma espécie de mercado virtual. Agora, estão disponíveis para compra itens como refrigerantes, sucos, gelo, carnes para churrasco, carvão, salgadinhos, chocolates e outros. Qual a máquina mais adequada para o setor de bebidas? Como você acompanhou, a indústria de bebidas é importante para abastecer o mercado nacional. Mas também é extremamente necessário que haja o equipamento e insumos adequados para que a produção, armazenamento e logística aconteçam da melhor forma. Pensando nisso, conheça quais são os insumos industriais ideais que a APLASTIK oferece para sua produção ter a eficiência que seu negócio precisa. Insumos Industriais: As embalagens industriais da APLASTIK possuem a tecnologia mais avançada para aumentar a qualidade e rapidez dos seus processos. Aqui você pode encontrar: Disponibilizamos diversos modelos e medidas de embalagens industriais, para todos os tipos de necessidade. Em nosso site temos disponíveis que você precisa para fazer seu negócio crescer, independentemente do tamanho da sua empresa! Fale com nossa equipe!
Indústria do Papel e a Sustentabilidade

Por definição, Indústria de papel se trata de uma instituição que trabalha com fabricação e manufatura de papéis, de vários tipos diferentes, partindo de sua matéria-prima, a celulose. A indústria do papel brasileira se encontra entre as maiores do mundo e, como a celulose parte de matéria obtida a partir das árvores, é responsável por grande parte das áreas florestais preservadas, para um meio ambiente mais sustentável também foram desenvolvidos papéis mais sustentáveis, essa indústria tem, portanto, grande impacto na questão da sustentabilidade. Como é a fabricação do papel? A fabricação do papel comum, que utiliza fibra virgem de celulose, baseia-se em etapas. Começa pela extração da matéria-prima por meio da madeira, que é lascada e transformada em pequenos pedaços de madeira chamados de cavacos. Os cavacos passam por processos de polpação a fim de retirar a lignina presente na madeira, que é inutilizável para o papel – no entanto, útil para a fabricação de papelão quanto mais lignina mais resistente e amarelado se torna o produto, depois desses processos a polpa é formada apenas por celulose e passa por uma lavagem que serve para evitar a presença de impurezas no material. O processo seguinte é o branqueamento, que consiste na utilização de compostos químicos – cloro, hipoclorito, peróxido de hidrogênio – para clarear a cor do material, é importante citar que o uso de compostos a base de cloro vem sendo evitado por conta da chance de contaminação. Esse processo é o que mais causa degradação da natureza, isso porque o descarte incorreto desses compostos pode contaminar ecossistemas aquáticos e mais. Chegando aos processos finais, a polpa transforma-se em uma pasta após algumas etapas envolvendo aditivos químicos e mudanças de temperatura, é nessa parte que se ajusta a “qualidade da folha no geral, resistência da folha, a espessura e etc. Em sua última etapa, é retirada toda a água presente na pasta por meio da máquina de Fourdrinier, posteriormente, o papel é inserido em equipamentos como rebobinadeira e desenroladeira, para atender às necessidades especificadas pelo fabricante. O grande problema desse processo é o descarte ou vazamento de compostos utilizados nas diversas etapas que, além de tudo, podem contribuir para a poluição atmosférica também. Impacto no meio ambiente De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Gráfica (ABiGraf), atualmente 100% do papel produzido no Brasil tem origem do reflorestamento, evitando assim o desmatamento e contribuindo para a redução do efeito estufa. As florestas preservadas por indústrias de papel reduzem de maneira significativa a quantidade de CO2 presente no meio ambiente. Um ponto negativo em relação à produção do papel é que, como dito anteriormente, no processo de branqueamento os compostos químicos utilizados causam um certo impacto ambiental se seus resíduos são descartados de forma incorreta. Além do impacto causado com o descarte de uma grande quantidade de papel usado. De maneira geral, é possível colocar que a fabricação do papel se origina de matéria orgânica e renovável, o que contribui para a indústria do papel e a sustentabilidade dessa produção e reduz o impacto ambiental. Papel reciclado O papel reciclado é obtido a partir da reutilização de fibras de celulose existentes em produto já usado. É importante dizer que para ser considerado reciclado precisa ser composto de no mínimo 50% de fibra reciclada de celulose e 50% de fibra virgem, portanto esse tipo de material pode ser 100% reciclado. Por conta da degradação das fibras, um papel só pode ser reciclado de 4 a 10 vezes. Seu processo de fabricação envolve a produção e descarte do papel comum, depois de recolhido o papel passa por um controle de qualidade e é triturado e misturado com água para que suas fibras se separem, posteriormente passa por uma centrifugação para que quaisquer impurezas também sejam separadas. Essas etapas resultam na formação de uma massa, e após isso o restante do processo se assemelha bastante com o da folha de fibra virgem explicado anteriormente. Papel ecológico e sustentabilidade Já o papel ecológico mais comum é feito a partir do bagaço de cana, em que a celulose é extraída do bagaço que seria descartado pela indústria açucareira e não necessita de processo de branqueamento, pois a matéria-prima já consegue atingir a cor branca da folha sulfite naturalmente. Outro tipo que pode ser considerado ecológico é o papel Kraft, que é 100% reciclável e o único que se degrada em apenas 60 dias na natureza, pode servir também de adubo se misturado com compostos orgânicos. Esse tipo de papel também não passa por processos de branqueamento, o que contribui para o seu potencial sustentável, isso implica na cor que se assemelha a cor do papelão e na sua resistência superior, isso se dá pela presença da lignina e de fibras de celulose de tamanhos variados que influenciam na resistência e na cor do material. Gostou do conteúdo? Continue acompanhando nosso BLOG para não perder nada.
Personalização de embalagens: 6 razões para costumiza-lás

A personalização de embalagens é muito importante. Impactar as pessoas com o nome da sua empresa ajuda os clientes a facilmente reconhecê-la. É por isso que marcas grandes e pequenas customizam suas caixas com o logotipo como sua solução de embalagem. Ele não só causa uma impressão memorável nos clientes, mas também permite que eles conheçam mais sobre sua marca. Embalagens customizadas aumentam o valor estético da empresa e também abrem o caminho para atrair novos clientes. A logo e o marketing são importantes para pequenas marcas fazerem seus nomes no mercado. Mas isso não significa que marcas grandes e famosas possam ignorar isso. Caixas personalizadas com o logotipo são um meio fácil de promover sua marca. Quanto mais pessoas virem sua embalagem, mais pessoas ficarão familiarizadas com ela. Anunciar através de outros canais é muito caro, mas a propaganda com embalagens personalizadas é um modo barato de criar sua identidade. Considerando tudo isso, resolvemos elencar 6 motivos para você customizar as suas embalagens. Boa leitura! O que é a personalização de embalagens? Em primeiro lugar, vale falar do que se trata a personalização de embalagens. Ela nada mais é do que quando se deixa a embalagem com uma identidade única, de forma que você entenda que aquela embalagem foi customizada, em vez de ser igual a todas as outras. A personalização vai de acordo com as preferências de cada um. Sendo assim, as embalagens podem variar nas cores, padrões e ilustrações na personalização, por exemplo. Por que fazer a personalização de embalagens? Entendendo agora o que é a personalização de embalagens, podemos falar sobre suas vantagens. Te daremos 6 razões para você investir nisso! Embalagens customizadas com sua marca definem sua empresa A personalização de embalagens é o meio mais fácil de dizer aos clientes quem está por trás do produto de qualidade. Um logotipo define quem você é como marca, qual é sua história e o que você serve. Sua empresa pode dar uma resposta para todas essas questões colocando um logotipo nas suas embalagens customizadas. É por isso que o logotipo é tão importante para sua embalagem. Para iniciantes ou recém-chegados, a marca não é apenas colocar o logotipo. Mas é mais do que isso. Além do slogan da marca, cores e fontes também representam sua marca. O logotipo ajuda a aumentar o reconhecimento Como as pessoas podem reconhecer instantaneamente uma marca por trás do produto? A resposta é simples: o logotipo. Escolha um logotipo simples para suas embalagens de atacado. Será fácil para os clientes lembrar e reconhecer sua marca nas prateleiras. É o rosto de sua marca então ela deve ser parte do design de sua embalagem. As pessoas preferem comprar de uma marca familiar. Se você tem um design e logotipo consistentes, as pessoas se tornam conhecidas por sua marca. Isso resultará em compras repetidas e altas vendas. Afeta positivamente sua marca A embalagem customizada pode ter influência positiva ou negativa na imagem de sua marca. Se você incluir seu logotipo no design da embalagem, dá a impressão de que você é uma marca de renome e os clientes irão confiar mais na sua marca. Imagine se você receber um pacote sem nenhum nome da empresa ou identidade inesperadamente. É possível que você considere a marca como de baixa qualidade e que não tem nenhum valor estético. Sendo assim, isso criará uma imagem negativa da sua marca e você poderá perder a lealdade do consumidor. Da mesma forma, no sentido inverso, isso afeta positivamente a sua marca. Desempenha um papel primordial no marketing e promoção As embalagens customizadas têm um papel essencial no marketing por causa de sua identidade nelas. Como você promoveria seu nome se sua embalagem não estiver correta? Usar o logotipo nas embalagens é uma estratégia inteligente que funciona bem para atingir os objetivos de sua marca. Constrói seu relacionamento com os clientes Conectar-se com seus clientes em um nível emocional beneficiará você no longo prazo. Quando você apresenta seu produto você não tem a chance de encontrar seus clientes pessoalmente. Nesse cenário, sua embalagem atua como um vendedor silencioso e se comunica com os clientes. Isso porque as embalagens de marca constroem uma relação de confiança com os clientes. Elas mostrarão a seus clientes que você valoriza a experiência deles e deseja entregar o melhor. Você precisará da lealdade de seu cliente para repetir negócios e para mais vendas. Ajuda adquirir novos clientes Por último, as personalizações de embalagens com o logotipo ajudam a atrair mais consumidores quando comparadas com embalagens comuns sem o logotipo. O produto certamente atrai a atenção do cliente, mas se não existir um logotipo não valerá de nada. Atualmente, as pessoas normalmente preferem itens de marcas a produtos locais sem marcas. Um logotipo definitivamente ajudará você a aumentar o seu círculo de clientes. Ajuda você a manter antigos clientes e atrair um novo. Estabeleça-se com uma marca forte e com embalagens reconhecidas. Afinal, como personalizar as embalagens da sua empresa? Agora que você já está convencido de que a personalização de embalagens é uma boa ideia para seu negócio, você pode estar se perguntando: como realizá-lo? Você pode realizar isso de maneira manual, escolhendo o material que irá usar para embalar, além de quais serão as ilustrações e detalhes que você vai querer. No entanto, se você achar isso complicado, você pode também investir em empresas especializadas nisso. Saiba como a APLASTIK pode te ajudar A APLASTIK oferece soluções de personalização para as fitas adesivas de suas embalagens. As fitas podem ser manuais ou automáticas. Com elas, você pode aproveitar uma série de benefícios para o seu negócio. Aumento de produtividade Com a máquina de selar industrial, juntamente com as fitas automáticas personalizadas, você pode ter um processo até 5 vezes mais rápido do que de forma manual, e, o melhor, sem desperdícios de insumo. Redução de custo Com a automação do processo, a empresa gasta menos com mão de obra na etapa de embalagem. Desse modo, os custos caem. Retorno de investimento A
Como organizar um depósito: 7 dicas que vale a pena conferir

Organizar um estoque é uma tarefa complexa e necessária, que gera muitos benefícios na cadeia logística. Não importa qual é o seu segmento: quanto mais organização, melhores são os resultados. Cada produto que entra deve ser registrado, de modo que saia corretamente no prazo estimado. Deve ser fácil encontrar cada um e garantir que estejam em condições ideais de temperatura e segurança. Mais regras surgem a depender do tipo de produto estocado. Assim, é importante entender as melhores práticas quando falamos em como organizar um depósito. É necessário também buscar visibilidade e apoio da tecnologia para controlar melhor os itens, mesmo em uma escala crescente. Com isso, você consegue agilizar as operações e evitar dores de cabeça no gerenciamento das mercadorias que entram e saem. A importância de saber como organizar um depósito Organizar um depósito é crucial para a saúde das operações logísticas. Ao controlar isso, a empresa garante uma série de pontos positivos. Um deles é o controle para evitar perdas de produtos. Ao gerenciar melhor o estoque e o layout do depósito, é possível evitar desaparecimento de itens que entraram e problemas que tornam essas mercadorias inacessíveis. Desse modo, é viável obter maior agilidade no fluxo logístico. Afinal, na cadeia de suprimentos, velocidade é importante: um dos deveres é cumprir os prazos sem nenhum problema para não causar dificuldades para o processo seguinte. Cada agente deve fazer sua parte para gerar resultados ótimos para o consumidor final. Pense em um estoque de peças automotivas ou de materiais de construção, por exemplo. É preciso seguir regras para não criar entraves na rotina de produção. Então, a organização do depósito se torna essencial. Outro ponto positivo é a localização de itens. Para achar os produtos de forma mais fácil, é preciso ter uma boa lógica de organização e de registro. Isso facilita inclusive o trabalho dos colaboradores, que não precisam se esforçar demais para cumprir suas funções. Também vale mencionar que um centro de distribuição ou armazém que se organiza bem consegue otimizar sua reputação no mercado. Dessa maneira, é fácil conseguir parcerias e relações de negócio com transportadoras, e-commerces e outras empresas. Como organizar um depósito: 6 dicas fundamentais Para te ajudar a entender como organizar um depósito, vamos finalmente mencionar algumas dicas de ouro. Acompanhe. Defina as categorias dos produtos do depósito Categorizar os produtos é uma forma de dividir bem o controle e garantir a atenção devida a cada classe de itens, de forma padronizada. Cada categoria com mercadorias similares pode ser armazenada em uma seção, de acordo com as necessidades e os cuidados para cada produto. Essas categorias podem ser definidas a depender das características: tipos, tamanhos, sensibilidade com relação a danos, etc. Você pode também trabalhar com outras lógicas, a depender do que funciona melhor. A categorização é crucial para ajudar na localização dos itens, bem como no controle exato deles em softwares auxiliares. Cadastre todos os produtos que entram Sobretudo, é crucial cadastrar todos os itens assim que entram no depósito. Nesse sentido, vale contar com o apoio de alguma ferramenta que registra os produtos e confere a eles algum número identificador ou código. É importante registrar as informações relevantes, como quem enviou o produto, para onde ele está destinado, qual é o prazo de expedição, as características e condições ideais de armazenamento, etc. Cada produto naturalmente requer um conjunto de características diferentes. Alimentos, por exemplo, precisam de data de validade; peças precisam do tamanho; etc. Esse cadastro bem feito ajuda nas tarefas de localizar, manusear e controlar exatamente a separação e a expedição. Defina as responsabilidades O trabalho logístico é um trabalho coordenado, de várias etapas e funções. Então, é preciso definir muito bem as responsabilidades entre a equipe. Separar os trabalhos de cada colaborador ajuda a organizar melhor essas tarefas e garantir que elas sejam devidamente cumpridas. Assim, é viável evitar que um funcionário fique sobrecarregado e negligencie suas funções. Pense estrategicamente na estrutura do local Quando falamos em como organizar um depósito, o layout é de extrema importância. A forma como a estrutura está definida e organizada gera um impacto enorme na agilidade, na eficiência e no controle dos itens. Aqui, você pode optar pela lógica que for mais conveniente. Em alguns estoques, as empresas dividem as seções de acordo com os prazos de expedição; em outros, eles dividem por tipos de produtos. O mais importante é seguir um padrão e organizar o layout pensando, inclusive, na movimentação dos itens a partir do momento em que entram no depósito. O ideal é otimizar ao máximo a movimentação e garantir que não haja congestionamento. Ou seja, pense bem nas rotas. Além do layout em si, a empresa deve pensar também na estrutura e nos elementos estruturais que ajudam a atender a demandas específicas. Prateleiras, vãos, porta pallets e outros itens que variam a depender do tipo de estoque. Equipamentos serão necessários? Não esqueça deles É sempre bom lembrar dos equipamentos que ajudam no controle e no planejamento de estoque. Itens como empilhadeiras, carrinhos, paleteiras e outros ajudam nas funções operacionais, permitindo que as empresas obtenham maior eficiência e consigam acessar rapidamente toda a estrutura do depósito. Sobretudo, essas ferramentas servem como um ótimo apoio para seus colaboradores, por conta da automação de certas tarefas. Pense em otimizar a vida deles para evitar acidentes e gargalos nas operações. Defina como fará o acompanhamento do inventário O inventário do estoque é crucial também. Não esqueça de organizar seus itens e listar todos eles de acordo com as informações mais importantes para obter acurácia. Também é fundamental definir a periodicidade desse inventário (será atualizado anualmente? Mensalmente?). Dica bônus: como organizar um depósito? A tecnologia chegou para ajudar! Antes de terminar, precisamos ressaltar o poder da tecnologia para auxiliar na organização e no controle de depósitos. O ERP, por exemplo, é uma das soluções automatizadas que registram produtos, asseguram a gestão deles em tempo real e permitem controle sobre os prazos de expedição para evitar erros. A automação ajuda a aprimorar o trabalho humano para atender a demandas
Metodologia 5S: Como Aplicar Na Prática?

Desenvolvida no Japão, a metodologia 5S é um programa de gestão da qualidade que busca aperfeiçoar fatores de organização, limpeza e padronização dentro de uma empresa. Para isso, essa metodologia utiliza princípios que visem a melhoria e maior qualidade nos processos humanos, para alcançar a excelência e crescimento empresarial. Assim, o principal benefício de implementar os 5S está em desenvolver a capacidade de se adaptar nas diversas realidades. Dessa forma, é utilizado como plano estratégico para que a empresa apresente melhorias com foco na qualidade. A metodologia envolve as palavras japonesas: Seiri, Seiton, Seiso, Seiketsu e Shitsuke. Quer entender melhor sobre a metodologia 5S? Confira nosso artigo! Origem dos 5S Como já mencionado, a metodologia 5S se desenvolveu no Japão após a Segunda Guerra Mundial. Por isso, o objetivo era reestruturar o país através da reorganização as empresas e indústrias. Entretanto, no período, muitos princípios de controle e qualidade americanos acabaram sendo aperfeiçoados no país, impulsionando no desenvolvimento das indústrias. Dessa forma, o Total Quality Control, ou Qualidade no Estilo Japonês, se estabeleceu, consistindo na gerência dos processos, visando a qualidade dos produtos. Assim, devido a facilidade de aplicação e simplicidade, essa metodologia acabou se expandindo por outras indústrias e países, em que o objetivo era evitar maiores desperdícios em função dos efeitos da guerra. Atualmente, a metodologia também permite ser aplicada em diversos ambientes, sendo útil também no contexto pessoal e profissional. O que é 5S? A metodologia dos 5S consiste em ferramentas que auxiliam na qualidade empresarial. Portanto, a sua origem tem como base os cinco “sensos” de limpeza e organização da cultura japonesa. Para facilitar a compreensão destes termos, explicamos cada um. Entenda o significado dos termos: Seiri, Seiton, Seiso, Seiketsu e Shitsuke. SEIRI O primeiro S está relacionado ao uso consciente e eficiente dos materiais e recursos. Ou seja, é organizar as ferramentas realmente necessárias para a realização de determinadas atividades. Por isso, esse S é denominado Senso de Utilização. Dessa forma, o objetivo é refletir sobre os hábitos e até o acúmulo de objetos não necessários. Além disso, o foco está no combate às distrações visando a maior produtividade e concentração de todos os colaboradores da empresa ou no ambiente pessoal. Vantagens da utilização SEITON Após definir o que é realmente necessário e útil, é momento de organizar seus materiais. Assim, o segundo S da metodologia, consiste no Senso de Organização. Por isso, o objetivo aqui é manter mesas e arquivos organizados, senão, ao contrário, isso se tornaria inútil, certo? Além disso, manter a organização no trabalho é importante, garantindo economia de tempo ao facilitar no momento de encontrar os materiais básicos, focando no que realmente importa. Portanto, mantenha a organização antes de iniciar seus trabalhos. Vantagens da utilização SEISO O terceiro S diz respeito ao Senso de Limpeza que todos os colaboradores devem ter, seja com os materiais de trabalho, tanto com o local em que se realiza a atividade. Dessa forma, isso desperta maior responsabilidade individual, afinal, o local de trabalho também é sua responsabilidade. E não cuidar bem desse ambiente, pode afetar a sua produtividade. Além disso, esse senso abrange o relacionamento interpessoal, com respeito e honestidade, logo, trabalhar em um local propício e limpo, aumenta o bem estar e a sua disposição durante as atividades. E isso reflete até na qualidade da entrega. Vantagens da utilização SEIKETSU Para garantir que a metodologia seja assimilada e incorporada na rotina, é preciso que os processos anteriores sejam seguidos e aplicados corretamente. Portanto, o Senso de Padronização e Saúde busca oferecer um padrão de cores, iluminação e processos alinhados com a higiene pessoal e do ambiente de trabalho, verificando se há problemas que possam afetar ou interferir na saúde e produtividade dos colaboradores. É possível utilizar ferramentas que auxiliem nessa etapa e assegurem que os processos sejam cumpridos e a produtividade a mais alta. Por isso, um método complementar é a chamada metodologia ágil, dividindo as atividades e facilitando o trabalho. Vantagens da utilização SHITSUKE Por fim e não menos importante. O último S diz respeito ao Senso de Disciplina e Autodisciplina, ou seja, quais os sentimentos gerados pela metodologia 5S. Logo, esse é o momento de ver a transformação dos hábitos que foram gerados. E isso requer disciplina e tempo para realmente sentir o efeito das mudanças. Além disso, é preciso de momentos para avaliar o feedback dos impactados pelas mudanças. Dessa forma, é possível trocar experiências e compreender o real efeito da metodologia. E um passo importante para evidenciar as mudanças é reconhecer os erros, tanto pessoais, quanto profissionais. Ao identificar falhas, tenha consciência de que para evoluir, precisamos de disciplina. Vantagens da utilização Por que implantar a Metodologia 5S? A metodologia 5S é responsável por auxiliar e melhorar os processos de uma organização, contribuindo para uma boa relação entre os colaboradores. Por isso, sua aplicação é simples e pode ser implementada sem dificuldades. Assim, mais do que aplicar os conceitos de cada S, a metodologia exige atenção e comprometimento da empresa. Além disso, os resultados obtidos podem ser eficazes para o ambiente de trabalho e também para o comportamento dos colaboradores, aumentando a produtividade. Entenda abaixo como aplicar um controle de atividades otimizado com foco na eliminação do desperdício. 3 Passos para aplicar a metodologia 5S Após compreender os 5S da metodologia, é preciso entender como aplicar os conceitos na sua empresa. Acompanhe abaixo. Comissão O primeiro passo é escolher colaboradores para serem os guardiões de cada S. Por isso, identifique quem possui influência sobre as equipes e capacite-os. Assim, o objetivo é demonstrar aos demais as vantagens da metodologia, evidenciando as boas práticas. A criação dessa comissão deve identificar os problemas da empresa e, com base nos 5S, realizar análises de corrigir as falhas. Implementação A implementação é um trabalho realizado em conjunto com a comissão e também com os gestores. Isso porque a comissão permite que as etapas sejam cumpridas de acordo com o planejado e os gestores forneçam as condições para que a metodologia seja efetivamente aplicada. Dessa forma, é necessário que haja uma mobilização coletiva para que a metodologia faça sentido. E, para expor a importância dos 5S, uma boa apresentação a todos